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Por Luis F. Batista   
02 de maio de 2008
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Vivendo como Exilados
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Exiles
Exiles: Living Missionally in a Post-Christian Culture
by Michael Frost

Michael Frost escreveu junto com Alan Hirsch "The Shaping of things to come", enquanto Hirsch prosseguiu em seu segundo livro a desenhar como a igreja poderia assumir sua missão em um mundo pós-cristão, Frost desenha a vida missional. Ao longo do livro, Frost sempre liga a vida missional à vida de um exilado, se ao longo do livro parece que ele quer nos fazer assimilar esse novo termo, quando verificamos a igreja que ele participa, a "Small boat, big sea", na Austrália, esse termo é mais do que comum, você pode ver também essa forma de se ver a vida missional no arquivo que colocamos no site:Subemerging in worship.

Depois de cobrir alguns livros buscando entender como seria essa nova igreja, seria mais do que apropriado cobrir esse livro, pois este nos ajuda a focarmos nossa prioridade em como redesenhar nossos próprios ritmos de vida. Este livro foi citado pelo Andrew Jones (Tall Skinny Kiwi) como um dos 5 livros de igreja emergente que você deveria comprar, também colocaria, e por sua importância, tento fazer esta revisão para que você possa desfrutar um pouco desse contaúdo.

 O livro adota a mesma premissa que você encontra no "The Shaping of Things to come" e no "The Forgotten Ways", a igreja conseguia aplicar sua mensagem de forma poderosa à medida que ela mantinha seu caráter marginal. Desde Atos, a igreja tinha uma forma subversiva de ser que despertava as pessoas para o Reino de Deus, sua vida generosa e de obediência a uma ordem marginal ao poder atraía as pessoas à mensagem de Cristo que era claramente personificada em seu corpo representado em várias comunidades do mundo, a influência foi tamanha que pareceu conveniente ao imperador Constantino não só aderir ao Cristianismo como tornar o poder cristão. Talvez, podia se pensar que a igreja estava chegando ao seu ápice, da mesma forma que muitos oram hoje por um presidente "crente", na verdade, o que aconteceu foi um tremendo golpe a igreja, a sua mensagem e a sua autenticidade. Desde então, temos convivido com uma certa "cultura cristã", a igreja participa do poder, estendeu de certa forma sua influência cultural a ponto de termos um certo pressuposto cristão na cultura ocidental de forma que, as pessoas podem não ter abraçado necessariamente a mensagem de Jesus, mesmo assim, elas têm ainda alguma influência do que Jesus falou e do que a igreja cristã tem ensinado até hoje, seja por ditados, ou por tradições etc.

O sufoco que a igreja tem passado ultimamente em reter seus crentes é reflexo de que o mundo tem mudado, e caminhamos francamente para uma sociedade em que a igreja não tem mais influência na cultura e não se pressupõe mais um Deus cristão no imaginário da maioria das pessoas, muito pelo contrário. A influência da igreja tem realmente afastado as pessoas de um Deus cristão e de tudo que lembre a essa influência. Não podemos mais contar com esse pressuposto, e não podemos mais contar com as facilidades que a igreja tinha até hoje. E nessa hora que voltamos a viver na marginalidade, precisamos aprender a viver como um exilado.

"Se a gente não pode mais confiar nas benesses construídas pela Cristandade, que tipo de coisas vão nos dar um padrão para reimaginar ou repensar o futuro do movimento Cristão? Walter Brueggemann fala que esta redescoberta exílica requer o uso de disciplinas intencionais que são marcadas pelo perigo. Os exilados são trazidos de volta a suas memórias perigosas, seus recolhimentos das promessas feitas por Jesus e sua agenda para a sociedade humana. Exilados são preparados para praticar uma série de promessas perigosas, promessas que apontam para um reino que vai de encontro aos valores prevalecentes do império. Exilados irão rejeitar o que o império oferece levantando críticas perigosas de uma sociedade marcada por orgulho, luxúria, egocentrismo e inequidade. E finalmente, os exilados vão cantar seu repertório de canções perigosas que falam de uma inesperada novidade de vida. O que faz destas coisas perigosas é que estas são praticadas debaixo dos narizes daqueles que não se importam de ouvir isso" (p.10)



Última Atualização ( 06 de maio de 2008 )
 
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