Você sabe evangelizar? Acho que este é um dos temas mais controversos na igreja depois que Jesus mandou seus discípulos rodarem o mundo e pregar o evangelho a toda criatura. Embora muita gente seja lembrada do quanto é importante evangelizar, acho realmente difícil encontrar pessoas que sejam bem sucedidas nesta tarefa. Houve um dia que queria fazer uma entrevista com uma pessoa que tenha evangelizado a outra de ponta a ponta (puxou a conversa, expôs os pontos, fez a oração e "ganhou a alma"), pra falar a verdade, não consegui encontrar ninguém na igreja onde estava que tinha feito tal coisa, pesquisei entre os amigos e achei duas pessoas que tinham encerrado uma oração com o pecador. Fiquei pasmo, daí para frente, tive em mente o conceito de que realmente não sabemos evangelizar, embora tenhamos técnicas aos montes, as quatro leis espirituais bastante difundidas e discutidas, temos uma porcentagem muito pequena de quem a utiliza e a aproveita. A evangelização pessoal parece algo restrito a um pequeno grupo de pessoas.
Se é assim, o que é evangelização? É uma apresentação? Os pontos apresentados pelo evangelho parecem bem convincentes, mas, por que não parecem convincentes o suficiente para levar o evangelizado a uma mudança de vida? Que tipo de mudança de vida estamos propondo? Será que a gente foi evangelizado o suficiente para ter o evangelismo como algo importante no nosso novo dia a dia? Sabemos que não é todo mundo que consegue ter uma conversa evangelística com outras pessoas de outra fé, será que estas pessoas tem que viver frustradas por não conseguirem evangelizar? Há outras formas de fazer isso?
Terminei de ler A Cabana
há pouco mais de uma semana, mas ainda não tinha encontrado tempo para
escrever uma breve revisão do livro. Na verdade, não pretendo escrever
muito, pois temo acabar estragando a leitura de outras pessoas que
porventura ainda não o leram. Trata-se de uma história fictícia escrita
por William P. Young para seus seis filhos. O que seria apenas para os
filhos de Young acabou sendo publicado por uma minúscula editora e se
tornou fenômeno de vendas nos EUA, alcançando o concorrido (e cobiçado)
posto de primeiro lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times (no Brasil, esta semana, A Cabana está em primeiro lugar na lista de ficção de revista Veja).
Como acredito ser o caso da maioria das pessoas, eu conheci o Rob Bell através de um episódio do Nooma (no meu caso foi o Luggage que eu assisti primeiro e fiquei perguntando: Quem é esse cara!?). Isso foi em 2005 durante a turnê do NLM ao Brasil. No ano seguinte em uma viagem aos EUA eu comprei todos os episódios disponíveis do Nooma e também o livro Velvet Elvis. Li o livro uma vez e ouvi umas três vezes em audiobook (ouvir o Rob Bell é melhor do que ler). Ouvi também seu outro livro Sex God e assisti seus dois dvds Everything Is Spiritual e The Gods Aren’t Angry. Como disse um pastor amigo de Portland, Oregon, recentemente: “Ouvir Rob Bell dá raiva! O cara se comunica muito bem!”
Michael Frost escreveu junto com Alan Hirsch "The Shaping of things to come", enquanto Hirsch prosseguiu em seu segundo livro a desenhar como a igreja poderia assumir sua missão em um mundo pós-cristão, Frost desenha a vida missional. Ao longo do livro, Frost sempre liga a vida missional à vida de um exilado, se ao longo do livro parece que ele quer nos fazer assimilar esse novo termo, quando verificamos a igreja que ele participa, a "Small boat, big sea", na Austrália, esse termo é mais do que comum, você pode ver também essa forma de se ver a vida missional no arquivo que colocamos no site:Subemerging in worship.
Depois de cobrir alguns livros buscando entender como seria essa nova igreja, seria mais do que apropriado cobrir esse livro, pois este nos ajuda a focarmos nossa prioridade em como redesenhar nossos próprios ritmos de vida. Este livro foi citado pelo Andrew Jones (Tall Skinny Kiwi) como um dos 5 livros de igreja emergente que você deveria comprar, também colocaria, e por sua importância, tento fazer esta revisão para que você possa desfrutar um pouco desse contaúdo.
Quando recebi os livros, tentei colocar alguma ordem que acabou saindo bem providencial, foi bom ter lido Organic Church antes desse livro, uma vez que Alan Hirsch faz várias citações de Neil Cole e comenta seu movimento de plantação de igrejas. Achei também que foi bom ter lido "The Forgotten Ways" depois do "The Shaping of things to come", uma vez que Hirsch se aproveita de vários fundamentos lançados por seu livro anterior.
Considerando o trânsito bastante alto de gente procurando por dinâmicas sobre programações e o enfoque diferente para o qual o Renovatio café foi criado, desenvolvemos um novo site especificamente para os ministros de jovens e adolescentes atrás de novas idéias para suas programações, é o Banco de Agitos. O site ainda está em beta, mas já está pronto para ajudar. Desfrute e não esqueça de voltar para ver o que há de novo.