Michael Frost escreveu junto com Alan Hirsch "The Shaping of things to come", enquanto Hirsch prosseguiu em seu segundo livro a desenhar como a igreja poderia assumir sua missão em um mundo pós-cristão, Frost desenha a vida missional. Ao longo do livro, Frost sempre liga a vida missional à vida de um exilado, se ao longo do livro parece que ele quer nos fazer assimilar esse novo termo, quando verificamos a igreja que ele participa, a "Small boat, big sea", na Austrália, esse termo é mais do que comum, você pode ver também essa forma de se ver a vida missional no arquivo que colocamos no site:Subemerging in worship.
Depois de cobrir alguns livros buscando entender como seria essa nova igreja, seria mais do que apropriado cobrir esse livro, pois este nos ajuda a focarmos nossa prioridade em como redesenhar nossos próprios ritmos de vida. Este livro foi citado pelo Andrew Jones (Tall Skinny Kiwi) como um dos 5 livros de igreja emergente que você deveria comprar, também colocaria, e por sua importância, tento fazer esta revisão para que você possa desfrutar um pouco desse contaúdo.
Quando recebi os livros, tentei colocar alguma ordem que acabou saindo bem providencial, foi bom ter lido Organic Church antes desse livro, uma vez que Alan Hirsch faz várias citações de Neil Cole e comenta seu movimento de plantação de igrejas. Achei também que foi bom ter lido "The Forgotten Ways" depois do "The Shaping of things to come", uma vez que Hirsch se aproveita de vários fundamentos lançados por seu livro anterior.
Na verdade esse não é uma revisão para este livro, mas como vi uma boa movimentação na blogosfera emergente ao redor desse livro, resolvi falar o que tenho visto. Pelo que se tem falado, parece ser um livro muito interessante para entrar no seu "radar"
Para mim, tenho "The Shaping of Things to Come" com uma importância semelhante ao "Emerging Churches", são semelhantes em questão de importância para o entendimento da igreja emergente, no entanto, enquanto o TEC faz um relatório muito bom do que é a igreja emergente hoje, o TSOTTC nos ajuda a entender o porquê da necessidade de uma nova igreja hoje e nos dá o caminho para esta jornada.
Os autores começam descrevendo o evento "Burning Man", um mega evento realizado no deserto de Nevada, Estados Unidos em que promovem diversas manifestações artísticas e também espirituais com o detalhe que eles deixam o local tão limpo quanto encontraram antes da festa, (Vendo o evento, logo me veio o contraste do que vi na rua após a Marcha para Jesus), só que o evento não é cristão, longe disso, mas é um evento que soube chamar jovens interessados em expressão e espiritualidade.
Esse livro é o resultado de uma pesquisa acadêmica de 5 anos feitas por Eddie Gibbs (autor de ChurchNext) e Ryan K Bolger, focalizaram, é lógico, igrejas dos Estados Unidos e também da Inglaterra, colocaram no final uma apresentação de 50 dos líderes emergentes que eles entrevistaram e me identifiquei muito com vários deles.
Sempre foi meio complicado definir Igreja Emergente, alguns deles nem aceitam ser chamados como igreja emergente, pela aversão às etiquetas. Outros se consideram pós-evangélicos (como eu estava até me considerando), outros nem estavam se considerando católicos ou protestantes. Como vários fatos histórios, começo a consolidar em minha mente, a idéia que a Igreja Emergente é uma reação: