23 de novembro de 2008
 
 
Um bom ano PDF Imprimir E-mail
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Por Luis F. Batista   
30 de janeiro de 2008
 Eu havia ficado bastante interessado em assistir Um bom ano quando vi a chamada perguntando se sabia o que era ser feliz (ou coisa assim), um outro chamariz era a direção de Ridley Scott, conheço ele de filmes mais fortes, como o meu favorito "Blade Runner" e "Gladiador", seria interessante ver sua marca em um romance. A história é a de Max Skinner, um workaholic do mercado financeiro que herda um Chateau na França de seu tio com quem vivera durante a infância, ele é do tipo implacável e bastante agressivo, mas não se dá sequer um final de semana, pois foi em um período de férias que ele tomou o emprego do seu ex-chefe. Quando vai ao Chateau, a primeira idéia é levantar o quanto vai levar em uma venda da propriedade, até quando ele é meio forçado a ficar durante toda uma semana quando ele revive os momentos que passou ali. É interessante ver o filme lembrar que Max havia crescido aprendendo a desfrutar da vida, e no final, como ele mesmo diz, havia se tornado um babaca. Gostei muito do papel do tio em suas lembranças, ele era do tipo um mentor que em todo o momento aproveitava para ensinar alguma coisa ao sobrinho/filho. As piadas sobre os franceses são muito boas assim também como a sensação do que é apreciar um bom vinho e comer uma boa comida, esse tipo de prazer tem me chamado muito a atenção ultimamente. É mais um daqueles filmes para lembrar que o trabalho não é tudo, mas o que me chamou muito a atenção foi a importância da mentoria do tio na vida de Max. Me faz pensar no provérbio bíblico: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e quando for velho, não se desviará dele". Outra coisa importante para se levantar é que para se mentorear você precisa ser intencional sem ser institucional, ou seja, você precisa fazer questão de aproveitar os momentos do dia a dia pra passar a vida, e é no dia a dia que se aprende a vida, coisas que muita sala de aula não vai conseguir fazer. Outra coisa muito importante quando penso em mentoria e discipulado é que você deve ter o que passar. Recomendo um dos últimos livros do Donald Miller, To own a dragon, que fala bastante da importância dessa mentoria, falei bem por cima desse livro quando voltei de férias o ano passado.
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