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Por Luis F. Batista
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02 de fevereiro de 2008 |
Babel, assim como o outro filme de Alejandro González Iñárritu, 21 gramas, é um daqueles filmes que você tem que juntar as peças que o diretor lança ao longo do filme. Eu gosto dessa forma de se contar as estórias, só que as peças estão bem mais esparramadas, as estórias são contadas em uma órdem mas não estão sincronizadas, além disso, são estórias que acontecem em lugares bem distantes um do outro com personagens com contextos bastante diferentes também.
Sabemos que alguma coisa os une, por causa disso, passamos o filme identificando o que as estórias têm em comum. Do título, o autor fala da aventura dos personagens em estar em lugares em que a língua e a comunicação é diferente da sua, encontramos pais displicentes, filhos em perigo, pessoas em situações forçadas e um ato simples que ata todas as estórias. Deu para entender uma mensagem do quanto somos semelhantes a despeito de todas as nossas diferenças culturais, e ainda mais, o quanto podemos estar ligados a despeito de nossa distância e realidade. Isso me faz pensar naquela pergunta feita a Jesus: "Quem é meu próximo", assim como o samaritano que agiu intencionalmente a favor daquela vítma, pensamos que nosso próximo pode ser quem a gente menos espera, em um lugar que a gente nem imagina, em um mundo cada vez menor como o nosso, os nossos atos podem ter consequências maiores do que imaginamos. É hora de ser responsável com aquilo que a gente faz e "lançar" atos que abençôem. Embora Cate Blanchett faça muitos filmes de época, prefiro quando ela faz filmes cotidianos, nestes filmes dá para perceber melhor o quanto ela é linda, mesmo ferida.
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