luna (Usuário)
Fresh Boarder
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 9 Meses atrás
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Oi victor, isso é uma verdade que eu tive que constatar com os próprios olhos, morei algum tempo em Maceió, e lá, muitas igrejas são "currais" dos pastores. Assim como antigamente os coronéis mandavam na cidade, famílias eram fortes (famílias tradicionais), tb acontece na igreja, há caso de igrejas onde alguns grupos familiares são fortes, como se aquela igreja fosse de uma família...como os antigos coronéis. E devido a isso, eles comandam a vida dos membros, eles só podem ir aos eventos que eles autorizarem e coisas do tipo...isso dentro dos grandes centros, imagine então nas regiões mais interioranas, agreste e sertão...é complicado. E somado a isso, tem a degradação do movimento gospel, que facilita o desmando de tais pastores e apóstolos.
Quanto a sua pergunta, de certa forma já respondi, creio que o primeiro passo é conhecer o passado histórico de cada região, conhecer sua cultura, e as ações seriam norteadas por esse conhecimento. Mas o mais importante e sempre será, o verdadeiro testemunho cristão. O amor em prática. Agora se vc está pensando em programação, ai o assunto fica mais vasto e complicado para exemplificar num tópico apenas...espero ter ajudado.
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 9 Meses atrás
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Imaginei que tivesse alguma relação com o sentido de curral do coronelismo.
Acontece aqui em SP, mas imagino que em mto menor escala. É, de fato, uma grande barreira.
Acho que na medida em que o povo evangélico cresce em conhecimento da Palavra, este tipo de desmando é dificultado.
Mas só isso também não é uma resposta convincente.
Da mesma maneira, também acho que quando o povo tem acesso a cultura, literatura e estruturas econômicas saudáveis, o coronelismo é dificultado.
Não sei... ainda tenho muitas questões a esse respeito.
a) Será que o coronelismo é assim tão antigo? Creio ser essa uma barreira no sertão e no agreste. O cornelismo de fato.
b) Até que ponto as culturas das igrejas não são desdobramentos das relações sociais tradicionais? Um povo mandado socio-politicamente não é facilmente controlado no âmbito eclesiástico também?
c) Se os pastores se beneficiam da ignorância bíblica e eles são a própria fonte de conhecimento bíblico, como resolver este paradoxo?
Talvez a resposta de algumas dessas perguntas nos ajude a transpor barreiras.
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Thiago (Usuário)
Fresh Boarder
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 8 Meses, 4 Semanas atrás
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Que diante de nós existem barreiras culturais e eclesiásticas, não resta dúvida. A dificuldade não me parece ser restrita à regiões particulares no Brasil. Pelo menos aqui no Centro-Oeste, tenho percebido a mesma empreitada seguida da mesma resistência que todos os cristãos dispostos a ter uma conversa autêntica e responsável sobre a cristandade vigente tem experimentado.
Por um lado, as pessoas feridas pela religião, desgostosas com o tipo de cristianismo apresentado a elas, desiludidas com a "i"greja, rejeitadas ou até mesmo rebeldes em si mesmas, têm acolhido a proposta de uma igreja autêntica, transparente, relevante, missional e emergente. Rompendo com o sistem religioso predominante e buscando uma nova experiência nas suas espiritualidades cicatrizadas e estorquidas. Por outro, temos os já ditos cristãos de toda estirpe, que não negociam seus dogmas em favor de uma conversa inclusiva e sincera a respeito dos sérios problemas inerentes à essa espiritualidade falida e sem vida e amor.
É, com certeza um grande desafio... O que fazer?
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luna (Usuário)
Fresh Boarder
Mensagens: 7
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 8 Meses, 3 Semanas atrás
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Acho que a grande resposta para todas essas questões é sermos cristãos autênticos, demonstrar nossa humanidade, nunca tomar pra nós a bandeira da razão no sentido de superioridade, mas em humildade responder com amor, todas as questões que nos são atiradas...seja elas de qual região for.
Creio que as pessoas um dia entrarão em crises de fé, pois o cristianismo que elas vivem não é consistente, ao contrário, é frágil e demente. Creio que todos nós, antes de chegarmos aqui, passamos por essa crise, e porque não dizer, que para nossa cura, tomamos a pílula vermelha (desculpe utilizar seu bordão thiago, rsrs) de Matrix.
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 7 Meses, 1 Semana atrás
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 uma questão complicada da nossa cultura é que ela é extremamente imediatista. Tentar dialogar sobre algo que não tem muita "massa" e está sempre lidando com questionamentos e poucas conclusões-como é o caso dessa conversa emergente- deixa nossa cultura inquieta...queremos enxergar o processo em uma formula simples. por exemplo, ter ou ser uma igr. emergente significa luzes legais, programas com musicas mais "cult"...fazer um sopão na praça da cidade...(tudo isso faz parte) mas se os valores não são conhecidos e possuídos, caimos em cima disso como se fosse a próxima onda da igrja...no final..somos superficiais e perdemos o foco dessa tal "conversa" a respeito de uma igreja que não existe.
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luna (Usuário)
Fresh Boarder
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 7 Meses, 1 Semana atrás
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Amado pastor Laurence, tb acredito nesse imediatismo humano, mas acho que antes de termos "eventos e programações legais", com filmes, jogos de luz, uma bandinha tocando um rock cabeça, ou até uma festa lounge com sucos energéticos e malabares como se fosse uma rave, temos que perceber, que a conversa emergente é acima de tudo, apenas uma conversa, ou seja, tudo que venhamos a fazer sem autenticidade, ou por apenas querermos parecer (pós)moderninhos, vai dar em nada, ou no mínimo, parecer uma caricatura daquilo que a sociedade tem.
Acredito que a igreja emergente antes de tudo, deva se preocupar com o conteúdo, não com a forma. Pois ela é consequência daquilo que acreditamos. Ser é mais importante que ter ou fazer. Sim, estamos no começo. Sim, ainda há muito para andar. Sim, mas quem disse que queremos desistir? Antes de tudo, queremos olhar para Jesus, autor e consumador de nossa fé, modelo e exemplo de nossas vidas. E tentar da melhor maneira possível, refletir a vida dele em nós, em primeiro lugar, depois, deixar que as pessoas entrem em contato com essa nossa humanidade santificada pela sua presença, e dessa maneira sejam impactados por seu amor através de nós. Barreiras, sempre existirão. No mundo teremos aflições, mas mantendo o bom ânimo, seremos vencedores. Paz amado.
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