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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 5 Meses, 4 Semanas atrás
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Olá pastor, eu não entendi muito seu questionamento.
Como você, eu também acho bastante prematuro conversarmos como se tivéssemos igrejas emergentes instaladas no país todo, pois, a meu ver, o movimento é ainda embrionário.
No entanto, antes de termos igrejas emergentes, já temos muitos irmãos emergentes. Assim como essa igreja tem emergido pela conversa dos irmãos lá fora levando em conta a desconstrução da igreja moderna e a construção de uma igreja no ambiente pós moderno, é por esta conversa que cremos e esperamos ver essa igreja como realidade em todo nosso país.
Ao contrário do que você falou, os valores são sim conhecidos e são estes valores que têm aproximado o pessoal a dialogar neste site.
E pelo que tenho visto nas discussões em nosso site, as mudanças que pregamos e buscamos estão muito longe de serem só cosméticas, podemos ver que as mudanças de comportamento são realmente mais profundas.
Não temos realmente tudo, tudo definido, mas se estamos aqui é porque estamos trabalhando para isso
um abraço 
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kfeh (Admin)
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 4 Meses, 1 Semana atrás
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Luna, sobre pastores, o problema é complicado. (A tempo, sou de Porto Alegre!) Fico contente de ouvir você falando sobre os coronéis e senhores de engenho, porque é justamente o que eu falava, só que com certa hesitação. Gostei de ouvir alguém do Nordeste confirmando minhas suspeitas!
Trabalho de formiguinha: criar espaços, diálogos, e comunidades não-hierárquicas. Que valorize o nordestino sofredor, dando esperança, dignidade. Mudar o holofote da estrela-pastor num palco para as pessoas comuns. De várias maneiras: desde teologia à arquitetura do templo (tem um artigo sobre isso no meu blog), à prática, com decisões coletivas. Na teologia, dê ênfase no coletivo. Lembre que o Deus triúno é uma comunidade. São três pessoas. Nos evangelhos veja como Jesus valoriza os pobres, o fraco, a pessoa comum.
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Última Edição: 2008/07/15 23:42 Por kfeh.
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kfeh (Admin)
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 4 Meses, 1 Semana atrás
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Entendo também o desafio de comunidades "dentro" e "fora". Em seu ministério Jesus estava tanto "fora" (andando com discípulos, publicanos, pecadores e outras pessoas de má fama), quanto "dentro" (freqüentemente estava no pátio do templo ensinando, conversou com Nicodemos em João 3). Na prática, entendo que a tendência é uma comunidade germinar ou dentro de uma denominação ou fora. Não sabia muito bem o que esperar (até depois leia meu artigo "Igreja Emergente no Contexto Brasileiro" se já não o fez, onde falo sobre essas duas 'vias'  Da umas semanas para cá comecei a desconfiar que comunidades alternativas seriam mais difíceis dentro das denominações. Não que não valha à pena. É só um comentário sobre a dificuldade!
É que infelizmente "evangélico" se tornou uma subcultura.
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kfeh (Admin)
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 4 Meses, 1 Semana atrás
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Sem querer apontar dedos, podemos listar atitudes positivas e negativas entre pastores e ovelhas. Por favor, vejam isto como crítica construtiva.
Pelo lado negativo:
pastores: visam a auto-promoção, várias vezes não têm boa formação, procuram mais crescimento numérico que qualitativo, vêem a coisa como "emprego", falta de bom ensino, falta de boa liderança (por sugestão e não cabresto)
ovelhas: tietagem de pastores-estrelas (existe em todas as denominações que conheço), busca de bênçãos materiais, alta desconfiança e desgaste de qualquer tipo de liderança. Se pastores ruins estão no palco é porque ovelhas conscentem de uma forma ou de outra.
Pelo lado positivo:
pastores: muitos pastores têm boa-vontade, boas intenções. Entram no seminário com ideais. Mas não têm acesso a informações ou têm medo ou não têm modelos. Sugestão: participar da conversa emergente.
ovelhas: podem ser ajudadas por bons líderes. Podem pôr a mão na massa. Sugestão: participar da conversa emergente.
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luna (Usuário)
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Re:barreiras culturais ou eclesiásticas? 4 Meses, 1 Semana atrás
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Com certeza, concordo plenamente com o que vc escreveu, e acrescento mais, pelo menos com o que eu vivi em Maceió, Alagoas, não posso generalizar para todo o nordeste, seria mentiroso da minha parte, mas pelo menos lá, há igrejas familiares, parece estranho não? mas é verdade, são famílias tradicionais (dentro da idéia do coronelismo) que se convertem em massa, e ai, pelo aspecto financeiro, tomam conta administrativamente de uma igreja, de preferência neopentecostal, ou seja, só serve aquilo que eles aprovam, do contrário é pecado. Tb há casos de pastores carismáticos mas sem recursos para abrir igrejas, então eles se associam a políticos ou empresários e fundam suas igrejas, mas sempre tem que dar relatórios para seus "patrões"...é triste. Os textos mencionados por vc, eu os li e acho muito bom.
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