| Semana Santa |
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| Por Sandro Baggio | ||||||||||||||||||||||||||||||||
| 18 de março de 2008 | ||||||||||||||||||||||||||||||||
Ontem pela manhã eu estava na entrada do Projeto 242 quando passou uma pequena procissão em lembrança ao Domingo de Ramos. Tentei ser simpático e sorrir para as pessoas que cantavam os cânticos liturgicos e carregavam ramos de palmeiras nas mãos enquanto caminhavam, mas aimpressão que tive foi que a maioria delas não estava se sentindo tão à vontade fazendo aquilo e, muito menos, sendo observadas. Se elas não pareciam tão à vontade, eu que venho de uma tradição protestante, fiquei com uma vontade imensa de fazer algo que pudesse ajudar os membros de nossa comunidade a lembrar da semana final de Jesus, a partir de sua entrada em Jerusalém como o "Rei justo e vitorioso, humilde e montado num jumento" de acordo com a profecia de Zacarias (9.9). Fiquei me perguntando porque não tínhamos decorado o local de reunião com alguns ramos ou então preparado pequenos ramos para serem entregues às pessoas que vieram à reunião de adoração neste domingo. Fiquei pensando porque não cantamos canções que faziam menção à entrada triunfal de Jesus, cânticos como "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!" Fiquei pensando como perdemos a oportunidade de tornar essa semana em um tempo de leituras dos textos bíblicos que falam sobre a Paixão de Cristo e um tempo de quebrantamento pessoal. Fiz uma decisão pessoal de não permitir que essa negligência aconteça mais em nossa comunidade enquanto eu estiver servindo com pastor lá. O que tenho percebido é que o fato de não seguirmos um calendário litúrgico nos torna um tanto quanto alheios (e talvez até mesmo insensíveis) para com os acontecimentos da vida de Jesus conforme narrados nos Evangelhos. Arrisco dizer que poucos de nós protestantes evangélicos sequer se lembraram que ontem foi Domingo de Ramos. E muitos de nós não tiramos proveito algum da ocasião para voltar nossa atenção para a Paixão de Cristo e Sua Ressurreição. Sei que muitos dirão que temos que nos lembrar disso sempre e não apenas durante uma semana no ano. É verdade. Mas a maioria de nós celebra aniversários de pessoas queridas e dias especiais como das mães e pais, muito embora nos lembramos e valorizamos essas pessoas o ano todo. E celebramos a Ceia uma vez por mês voltando nossa memória para o sacrifício de Cristo, muito embora devemos manter Cristo e seu sacrifício sempre em nossa memória. Cada vez mais estou começando a ver o calendário litúrgico como uma ferramenta para ajudar a comunidade de fé a manter uma vida espiritual mais disciplinada e não apenas guiada pelas emoções. Ao separar tempo para as leituras devocionais nesta semana, para fazer as orações com o povo de Deus no decorrer dos séculos de história da Igreja, para seguir os passos finais de Jesus na Via Sacra, e proclamar a Ressurreição com cânticos de Aleluia! no domingo pela manhã, percebo que estou mantendo essa fé viva em mim ao mesmo tempo em que a estou proclamando ao mundo ao meu redor. Talvez seja essa a melhor maneira de santificar a Semana Santa.
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Ontem pela manhã eu estava na entrada do Projeto 242 quando passou uma pequena procissão em lembrança ao Domingo de Ramos. Tentei ser simpático e sorrir para as pessoas que cantavam os cânticos liturgicos e carregavam ramos de palmeiras nas mãos enquanto caminhavam, mas a
































