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O antigo se chocava com o novo, os mais velhos com os “jovens”, os mais experientes com os menos experientes, métodos “comprovados pelo tempo” se chocavam com o que alguns ainda consideram as últimas palavras de uma igreja moribunda: “Nós nunca fizemos assim antes”!
Esta é uma frase atribuída a Jesus da qual eu acho que todos nós poderíamos obter algum benefício: Mateus 13.52. “E Jesus lhes disse: Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.
Talvez novas igrejas/congregações/ajuntamentos de seguidores de Jesus sejam agora os “mestres da lei” através de outras formas de arte, mas a Bíblia é fundamental e central para a maioria, pelo o que eu pude perceber. As interpretações são chave, e é claro que há uma grande variação sobre muitas coisas entre aqueles que buscam e seguem a Jesus... porém tem que haver respeito pela Palavra...ou então as minhas palavras/suas palavras ou as palavras de alguém que não seja a palavra de Deus podem muito bem assumir um posto quase canônico em nosso pensamento. No meu modo de ver, isso abre espaço para algo bem diferente do amor de Deus, da nossa humildade e do verdadeiro crescimento como discípulos (ouvintes e aprendizes) de Jesus Cristo.
Por outro lado, alguns dos membros mais antigos da igreja têm seguido por muito tempo os ensinamentos de professores de Bíblia e pastores que eles consideram seus favoritos, raramente tomando o cuidado de estudar a palavra diariamente a fim de determinar se tais ensinamentos são verdadeiros. Alguns buscam conforto (como talvez muitos dos mais jovens também façam) e não têm um compromisso com o que eu chamaria de verdades bíblicas sólidas, aquelas essenciais à fé e prática Cristã. Uma coisa é aprender graciosamente, através de um debate amigável, e outra é atacar, criticar duramente e finalmente separar-se devido a “disputas sobre palavras”. Deus é testemunha de que muitas vezes este tem sido o nosso comportamento e nós mesmos acabamos passando uma péssima impressão de quem somos, e pior ainda, do que “a igreja” realmente é.
Em algum ponto entre a informação e a experimentação, entre o que julgamos ser a verdade e a habilidade de sonhar, criar e testar algo novo existe um equilíbrio que a meu ver precisamos encontrar.
Pode parecer uma saída pela tangente (e talvez o seja, de certa forma), mas repito o que eu falei para várias pessoas no nosso próprio Festival Cornerstone, bem como em um festival alemão alguns anos atrás: haverão cada vez mais pessoas que dizem seguir a Jesus que irão (1) se afastar da comunhão frequente com pessoas que as desafiam a crer e viver de acordo com os ensinamentos mais simples da Bíblia, (2) considerar o uso de drogas igual a tomar bebidas alcoólicas, (3) dizer que não veêm nenhuma proibição bíblica para a prática do homosexualismo, lesbianismo ou bissexualidade. Elas se denominarão seguidoras de Jesus. É claro que não temos registros de que Jesus praticava qualquer uma destas coisas, mas vimos estes mesmos questionamentos e posicionamentos dentro do Movimento Jesus, e perto do seu final. Eu entendo que para alugmas pessoas haja dúvida sobre o conteúdo ou quantidade de álcool no que Jesus bebia, mas não há muito que argumentar em relação ao ensino bíblico sobre a embriaguez.
Eu imagino que algo assim poderá se repetir, e ao lhes escrever em Janeiro de 2008, sei que em alguns casos já se repetiu.
Por outro lado, eu também creio que discussões (e angústia, preocupação e nossa/minha aversão Cristã a ensinamentos sobre o inferno, quem “entra” no céu e tal) são tão controversas para a maioria de nós, que o cuidado com a linguagem que usamos é quase tão importante entre os seguidores de Jesus como ela seria entre os não-seguidores ou digamos, os “semi-seguidores”! De certa forma, todos nós ainda estamos “em processo” não é mesmo? Porém, tais doutrinas têm de fato um significado e é claro que todos nós pensamos isto ou nenhum de nós estaria sequer falando sobre elas.
Pense sobre “significado”. Usando o termo de outra maneira eu também diria que muitos da geração mais antiga precisam ter cuidado para que sua própria disposição e habilidade de serem pacientes e ouvirem, realmente ouvirem, o que tem a dizer estes mais jovens que são seguidores ou estão buscando, pois talvez tenha real mérito e produza fruto bíblico duradouro. Como foi no Movimento Jesus, para alguns a jornada talvez seja curta, mas não vamos encurtá-la mais ainda pela nossa própria arrogância, falta de bondade ou impaciência com essa nova “interpretação” do que muitos consideram antigas verdades.
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