| Congregação por Tradição |
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| Por Gustavo K-fé Frederico | |||||||||||
| 19 de agosto de 2008 | |||||||||||
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Em nossas Américas todavia se ensina e se amedronta homileticamente mediante a mensagem de que o abandono da membresia é um abandono automático de Deus. Ou que fora da assembléia o único que espera o cristão é uma vida de pecado e perdição, de frieza espiritual, de desintegração psicológica, de más obras e de indiferença moral. Como se a assembléia fosse uma garantia protetora de todas essas desgraças descritas e não - como chegou a ser em muitos casos - a precursora da adversidade dos fiéis e a propulsora da incredulidade das pessoas. Isto é especialmente verdade nas comunidades onde se relaciona os "fazeres" congregacionais com a identidade cristã genuína. Quanto mais presente, visível e ativa está uma pessoa na ekklesia, mais maturidade cristã se lhe atribuirá, coisa que certamente é um uma mentira ou uma simples ilusão, além de um preconceito que ninguém está autorizado a emitir.Cheguei a ouvir alguns pastores dizerem que a ekklesia é um modelo dado por Deus para o crescimento do seu Reino!Um cristão pode prescindir da ekklesia histórica, cultural e tradicional sem que por isto esteja prescindindo do ato de episinagoga nem da fé em Jesus Cristo.Não é que Jesus Cristo não possa estar presente em todas as formas culturais de ekklesia. É justamente o contrário o que tento dizer: que Jesus Cristo pode estar presente também em todas as formas de episinagoga quando nós que cremos nele nos reunimos em seu nome, seja na ekklesia ou fora da ekklesia.
Nós que escolhemos momentânea ou definitivamente estar fora da ekklesia não somos os que pregamos o abandono congregacional e não o promovemos nem o difundimos como solução para as aberrações eclesiais. Ao contrário, a pregação contra a liberdade dos crentes cristãos sai precisamente do institucionalismo exclusivo, por rancor e por ressentimento.As pessoas abandonam as dogmatizações culturais mas não abandonam Jesus Cristo nem deixam de ser parte do seu Corpo, então dá raiva nas confrarias doentes o fato de Jesus Cristo não jogar fora os que o buscam.
Episinagoga: "Coleção ou coleta, convocação". Por analogia usa-se para reunião ao redor da sinagoga, fora da sinagoga, não necessariamente dentro da sinagoga, já que às vezes não os deixavam entrar ou lhes apedrejavam. Eram livres para criar uma ekklesia onde poderiam levar-lhe a cabo. Sabiam bem que o Logos morava neles e não nos edifícios. Nós os esquecemos e levamos a analogia longe demais. ( artigo original: http://teologiasinnombre.blogspot.com/2007/10/congregacion-por-tradicion.html )
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