| Evangelismo mudará o mundo |
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| Por Gustavo K-fé Frederico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 08 de dezembro de 2009 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Por Peter Rollins (o original se encontra aqui)
Quando nós fazemos esta pergunta nós poderemos, por exemplo, começar a discernir os lados obscuros de aspectos de nossa sociedade que nós previamente assumíamos como sendo bons. Nós talvez comecemos a perceber problemas com nosso crescente apego à mídia social, ou nossa abstração de uma noção orgânica de tempo (a mudança das estações, etc), ou em como nós tratamos nossos idosos quando estão velhos demais para ter independência (pondo em instituições), etc, etc. O que nós assumimos ser bons aspectos de nossa sociedade (ou simplesmente "o jeito que as coisas são") pode se revelar como opressor e estar necessitando de reforma. Esse paradigma não é relativista querendo dizer que ele não afirma que todos os mundos são iguais. Mas ele também não cai na posição fácil e confortável demais de julgar um movimento de fora. Ao invés ele permite que o outro critique nossa própria posição e que melhore nossa própria sociedade. Em outras palavras, ele permite-nos que participemos mais efetivamente em uma crítica imanente (a qual, gostaria de argumentar, é o tipo mais efetivo de crítica). Isto vale também para grupos que são popularmente tidos como os 'inimigos'. Por exemplo, o que veríamos se tentássemos ver o mundo Ocidental através dos olhos de alguém no Talibã? O que acharíam eles de nossas revistas cheias de imagens irreais da mulher "ideal", imagens que ficam ao lado de propagandas de cirurgias plásticas e pílulas dietéticas? Ou como se sentiriam eles com a forma com que os canais de notícias elaboram conflitos (quase sempre de formas não-políticas que enfatizam violência de rua subjetiva ao invés de violência objetiva de problemas econômicos que alimentam os conflitos)? Veríam eles o primeiro como opressor praticamente como vários vêem mulheres usando um Hijab como opressor? E veríam eles o último como sendo em grande parte uma enxurrada de propaganda que falha em educar as pessoas nos efeitos da política global, decisões de políticas externas e problemas econômicos? Convidar um mundo, ao qual gostaríamos de criticar e deixar de lado, a ser um espelho no nosso próprio mundo é uma coisa difícil de fazer. Requer tanto bravura quanto humildade. No ikon nós conduzimos um grupo experimental chamado o "Projeto Evangelismo" que foi formado dessa idéia cerca de seis anos atrás. O "Projeto Evangelismo" é um grupo de pessoas que visita grupos políticos e religiosos diferentes não para evangelizar, mas para serem evangelizados. Não para reformar o outro mas para convidar o outro para reformar-nos. No projeto nós vimos que, ao vermos o mundo através dos olhos dos outros, nós chegamos a ver algumas coisas que cremos e fazemos sob uma luz diferente. Aqui o outro oferece-nos um profundo presente que nos permite transformar nossa própria comunidade de formas positivas para as quais estaríamos de outra forma cegos. O "Projeto Evangelismo" não é um diálogo interreligioso pois nós não estamos ali para compartilhar o que temos em comum (e assim evitando o que não temos). De fato não há diálogo real nenhum. Estamos ali para aprender, para ver nosso mundo através dos olhos dos outros para começar a localizar (e depois lidar com) o lado obscuro da nossa própria posição. O interessante, contudo, é que vez após vez nós notamos que ao permitir que nós sejamos evangelizados isto estimula outros a querer fazê-lo reciprocamente. Como assinalou Kester Brewin em um post provocativo recentemente, nós podemos fazer isso até com grupos racistas como o BNP (Partido Nacional Britânico). Aqui o objetivo não é fortalecer sua posição mas enfraquecê-la trabalhando com o motivo porquê várias pessoas (ao invés de apenas uma margem lunática) são atraídas para este movimento e então lidando com os problemas apropriadamente. Então eu ainda acredito muito que o evangelismo pode mudar o mundo, e espero ajudar a mostrar que comunidades de fé cristãs podem demonstrar isso continuamente convidando pessoas a nos evangelizar...
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