| Entrevista com Spencer Burke |
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| Por Luis F. Batista | ||||||||
| 01 de abril de 2008 | ||||||||
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(SB) Legal! Acho que uma das coisas que ainda não entendi que estou buscando entender à medida que vejo alguns blogs, como você vê essa discussão sobre, uns dizem emergent, outros emerging, toda essa divisão, parece bem uma divisão, o que está acontecendo? Como Mark Driscoll indo em um lado, Doug Paggit em outro...
Bom, eu posso falar do meu lado, quando comecei a participar desta discussão, no final dos anos 90, em 95, 97, o pessoal estava falando que isso era uma coisa de geração, então eles pensavam que era algo para alguém que estivessa abaixo dos seus 35 anos, sabe que eu vou completar 50 esse ano, então eu não seria permitido nestes encontros, então eu ia lá e tinha que mostrar minha identidade, passaporte, mas eu ia lá mesmo assim, de qualquer forma esse tipo de pensamento, acho que é mais psicográfico do que demográfico, a forma que as pessoas pensam hoje ao invés da idade que elas estão, então você encontra hoje um cara de 22 anos que é um moderno autêntico, um cara reformado que não está disposto a mudar nada e você encontra um senhor nos seus 80 anos bem interessante na forma de pensar e agir. Então eles achavam que era uma questão mais demográfica que psicográfica, então você tem Mark Driscoll que é jovem, Doug Paggit que também é jovem mas estão em duas páginas totalmente diferentes nesse sentido, então a gente descobre Uau! aqui a gente tem um pessoal com um pensamento teológico mais reformado tradicional que não está interessado em desconstruir ou repensar sua movimentação se baseando que aquilo que eles têm já é bom o suficiente, não acho isso mal, acho apenas... diferente então acho que quando pensamos em igreja emergente em geral você tem Mark Driscoll de um lado e no meio você tem Doug Paggit que está naquela idade mas ainda pensando, de novo, isso não é um julgamento, mas apenas uma observação, de forma alguma estou dizendo que isso é bom ou ruim, bom você tem aquela idéia de ter um profissional formado pelo seminário liderando sua igreja, então você reestrutura sua teologia de forma que ela não atinja sua eclesiologia, sabe, sua igreja, de outro você pode mudar, mas sua teologia não, Mark fala que sua teologia e igreja não pode mudar e Doug fala que a teologia deve mudar, mas sua igreja, não e no extremo você vai encontrar caras como eu que falam que se nossa forma muda sua teologia muda e se nossa teologia muda nossa forma também, e isso não é melhor ou pior, desde que isso não te atrapalhe em te manter na missão. e aí você encontra uns caras como Alan Hirsch, Neil Cole e outros em um movimento indo para uma direção chamada missional. Então você tem "emerging", como aqueles na igreja emergnete você ai encontrar Mark Driscoll, "Emergent" como uma marca e um grupo publicador onde você vai encontrar Doug Paggit, Tony Jones e outros caras e você vai encontrar também Alan Hirsch, Neil Cole e outros que vão falar de forma missional. The Ooze engloba todos, então temos pastores de mega igrejas, que foi de onde vim passando todos os movimentos até o movimento orgânico de igrejas em casas, pastores profissionais, pastores de jovens, acho que "The ooze" é tipo aquele movimento todo, você pode trabalhar com todos. Então "emergent" é o tipo de franquia que vem e fala: "Esse é o tipo de pessoal com quem vamos lidar" e convidam todos a aparecerem e a seguirem mas sentem como se tivessem resposta a algumas perguntas e em outro extremo você vê Mark Driscoll que sabe que tem resposta a todas as perguntas, isso não é ruim, eles acabam não se falando, mais como uma função do sistema em que estão, eles não são pessoas más ou intenções ruins ou desejos ruins de uns para com os outros, é só por razões bem claras que eles acabam se dividindo, mas eu consigo falar com todos eles...até os meus críticos, eles pegam pesado quando pensam que nem Cristão sou, eu ligo pra eles e pergunto "você realmente acha que deixei de ser cristão?", aí eles "Não, não, não mas a gente tem que deixar claro que achamos que você está passando dos limites". O negócio interessante agora é que a gente tem uma marca, onde as pessoas falam, eu sou assim, ou sou assado, parece um negócio que nos separa, Eu sou assim e não vou conseguir trabalhar com você ou é assim que eu vou ser diferente de você. Eu não ligo, outra coisa interessante que descobri é aquele negócio da voz pública e a voz privada, uma coisa super legal que acontece é com Scott McKnight, vocês o conhecem pelo blog dele: Jesus Creed, um cara fantástico e uma vez cruzei com ele e nos abraçamos, ele gosta de mim, eu gosto dele mas sua voz privada combina mais com "Eu gosto dos seus questionamentos, gosto do seu coração, gosto do caminho que você trilha", mas sua voz pública seria "Ah sou de seminário, sou comprometido com meu trabalho e isso tudo não me permite falar, vá em frente! Você está no caminho certo e precisamos de hereges, ou precisamos de pessoas que testam os limites." Mas eu posso discutir normalmente em qualquer hora com qualquer pessoa e conversar, eu amo isso e isso não muda aquilo que você crê. Eu gosto de pensar que o evangelho está se expandindo, sendo desafiado não sei como isso ilustra minha percepção, mas é assim que penso a esse respeito. Quanto a mim, posso sentar com Mark e convidá-lo para vir ao Soularize, aliás, ele já veio no Soularize inclusive participando do Soularize in a box, aí lido bem com Doug, Tony ajudo a eles em seus livros, eles mantém um blog em conjunto, convidei um monge franciscano: Father Richard Rohr, nós não vemos estas coisas como limites, você vê se você atender a um dos meus cursos, você pode experimentar um deles mais tarde. encontra aquela coisa interessante que os blogs comentam depois e que um deles falou tem um comentário bem interessante a meu respeito, ele falou que Spencer pratica uma hospitalidade teológica, essa mentalidade de ser generoso nas conversas e não insinuar que você tem que acreditar naquilo que ele acredita ou cai fora se não quiser andar no caminho que trilho e espero e eu acho que The Ooze tem essa coisa legal em não ter aquele negócio aqui de ser republicano ou democrata, liberal ou conservador, homossexual ou heterossexual, estas são coisas que não estou interessado em debater mas sim nos interessamos em fazer sentar republicanos e democratas, liberais e conservadores, homossexuais e heterossexuais para conversar as questões reais a respeito do que significa em se envolver em um diálogo juntos, vocês entenderam?
(SB)Sim, é verdade, eu acho também que esse é o espírito de como temos que se envolver nestas coisas, também acho que a gente não tem, certamente não temos todas as respostas, ninguém tem, mesmo os caras que pensam que tem
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| Última Atualização ( 19 de maio de 2008 ) | ||||||||
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