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Por Paulo David Muzel Jr - Tropical   
05 de novembro de 2008

Sempre dissemos que não existe diferença entre pecadinho e pecadão, e que, afinal, pecado é pecado, mas a diferença está na conseqüência de cada um deles. Certo? Pois eu diria que é justamente a conseqüência do pecado que é igual, pois é o pecado –pequeno ou grande que causou a inimizade contra Deus –morte.

Comecei este texto sem muita ambição quanto a argumentação. Comecei a escrever apenas como mais um pensamento, uma reflexão com algumas referências bíblicas. Pois se nós analisarmos alguns textos a mais, perceberemos que esse argumento de que não existem tamanhos diferentes de pecados, pode também ser uma teologia superficial. Confundir pecadinho com pecadão é como coar mosquito e engolir camelo. Talvez nada disso interfira em nossa salvação, pois ela está sujeita ao arrependimento de nossas obras mortas; mas brother, como está escrito, o erro é uma conseqüência da falta do conhecimento – das escrituras e do poder de Deus. Por isso temos ouvido e falado muitas coisas que nada tem a ver com o que está na bíblia. E com isso, cada vez mais se cria uma doutrina com preceitos meramente humanos.



 

Essa idéia nunca me caiu bem. Como poderia entender que os pecados têm o mesmo peso se na minha própria vida me senti muito diferente a cada erro cometido. Tentamos nos convencer e também convencer as pessoas de que pecado é pecado independente do tamanho - diga-se de passagem, isto é tão óbvio como dizer que banana é banana independente do tamanho. Mas nem precisamos argumentar muito sobre isto, basta lembrarmos da afirmativa que Jesus fez a Pilatos: "Aquele que me entregou a ti maior pecado tem" (JO 19.11). Num português claro, Jesus está dizendo que essa pessoa tinha um pecadão.  

Comecei este assunto num grupo de e-mails do qual eu faço parte. Nem sempre as pessoas correspondem aos temas dos e-mails com tamanho interesse como foi o desse caso. Por conta disso recebi algumas repostas que acrescentaram bastante ao assunto e por isso também irei compartilhá-las em algumas partes mais interessantes.

Negligenciar o grau, ou tamanho do pecado é tão perigoso como desconsiderar o tamanho do amor. 

Segundo nosso Mestre, maior amor tem aquele que dá a sua vida por seus amigos (note que não é por seus inimigos). Ele também nos ensina que o tamanho do amor, para nós pecadores, está diretamente relacionado com o tamanho da dívida, ou melhor dizendo, do perdão. Aquele a quem mais foi perdoado mais ama. Dar o valor correto à obra de Jesus, ao seu perdão e à sua graça, é um pré-requisito para segui-lo e ser discipulado por ele. Sobre esse tema escreveu muito bem o teólogo alemão Bonhoeffer, o qual também pagou com sua própria vida por levantar-se em favor dos valores cristãos contra os absurdos do sistema nazista.

É verdade que todo e qualquer pecado separa o homem de Deus, e que a graça de Deus superabunda onde o pecado abundou. Deus, em seu amor infinito, perdoa até as maiores dívidas humanas. Seus tesouros são inesgotáveis. Mas isso não é uma licença para um caos moral. Roubar um ovo é bem diferente de assassinar o dono da galinha. Então aquela conversa de que se for pecar, peca direito, é uma grande baboseira. Tudo o que fazemos dentro de uma igreja local, as questões de quem pode ou não administrar um culto, é também um tema pra lá de secundário, enquanto está havendo idolatria, avareza, adultério e roubo de segunda a sábado. 

É nossa tarefa como cristãos que amamos ao Senhor, nos posicionar firmemente contra os absurdos que acontecem dentro ou fora do meio eclesiástico. Onde está nossa ira santa? Nosso zelo? A mídia, muitas vezes, banaliza coisas abomináveis. Assim, a nossa tolerância com coisas intoleráveis passa a ser nosso padrão de conduta. Contentamos-nos em orar, em pregar ou escrever sobre o assunto, mas nunca partimos para uma ação concreta. Ou ainda quando agimos, faço isso isoladamente, tranqüilizando minha consciência achando assim que “fiz minha parte”.

Antes não entedia bem a atitude de Jesus ao pegar no chicote e dar uma apavorada nos vendilhões do templo (hoje nós é que somos templos), mas, ainda bem que hoje percebo que existe uma grande diferença entre o nosso Senhor e Gandhi, aquele cara super bonzinho e equilibrado. Não podemos mais ficar nos escondendo atrás de uma mansidão que só revela covardia, enquanto milhares de inocentes pagam com suas vidas. Uma teologia inteligente e coerente que leve à prática é o que conduz à transformação de nossas mentes e ao inconformismo com esse mundo e os crimes hediondos que nele ocorrem. E somente bem organizados é que conseguiremos agir eficazmente contra os pecadões que estão se alastrando pelo nosso mundo afora.

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Manoel Ferreira  - O Tamanho do Pecado   |2010-04-16 14:35:36
A questão do pecado não é sobre uma medida ou um padrão e sim sobrê uma
transgressão da lei.
A princípio eu asseguroi que o maior de todos os males é a
mentira de quem é pai o próprio diabo e satanás!
mas todo pecado é pecado e não
existem escalas para medí-los!
Vamos enender melhor o que é o pecado:
Imagine
o furto. O que é o furto?
O que é o ato de furtar?
Bem vamos imaginar que
furtar é tão somente a subtração de algo.
Qual a diferença da prática do furto
de uma agulha e de um automóvel?
Nenhuma meus queridos, nenhuma!
Notem que
existe apenas uma mesma denominação para ambos os deliots
Então não existe
diferença alguma pela intensidade da prática cometida, o delito cometido em
ambos os casos é o furto, o que difere é de fato o montante do objeto subtraído
porém diante da jsutiça ambos são tratados com a mesma aplicação da lei
entende?
Mas e o pecado?
É semelhante!
Não existe também medida de
intensidade para o pecado. Ou se peca, ou não. E todo pecado é passível de
perdão.
Ah! mas e o pecado contra o Espírito Santo?
Bem o pecado contra o
santo Espírito é algo assim:
Imagine que alguém o está chamando a apenas um
metro de distância de você, tipo assim : Manoel? manoel?
No entanto ao invés de
atender ao chamado eu me afasto 20 metros.

A Voz continua no mesmo volume e
intensidade: Manoel? Manoel?
Porém agora por haver me afastado eu começo a
escutar menos!
E novamente ao invés de atender ao chamado eu me afasto mais
trinta metros!.

A voz continua lá, me chamandio no mesmo volume e
intensidade, só que agora eu mau consigo ouvir,
então é assim que funciona com
o Espírito Santo, Ele está nos chamando sempre a todo momento e na
mesma
intensidade, porém o pecado vai nos afastando de sua graça até o dia em que não
mais ouviremos a sua voz!
Este é o Pecado contra o espírito Santo, mas Deus na
Sua infinita Sabedoria reservou para este uma sentença possível de
misericórdia.
Sendo assim, ele também é passível de perdão, basta para isto o
reconhecimento de nossas faltas, arrependimento e conversão!
Fiquem com Deus e
que a graça easabedoria do Pai possa iluminar seus entendimentos!
Abraços
Fraternos
Manoel Ferreira
manoelferreiraconsultoria@ig.com.br

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