| Idolatria Teológica. |
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| Por Nelson Costa | ||||||||
| 04 de outubro de 2008 | ||||||||
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Existe uma anedota antiga que descreve o encontro no céu de um cristão místico, um pastor evangélico e um fundamentalista após suas mortes. Diante de São Pedro os três são informados que necessitam comparecerem diante de Jesus Cristo para esclarecerem suas doutrinas terrenas antes de entrarem no paraíso. O primeiro a ser chamado foi o cristão místico, ao qual entrou quieto dentro da sala. Cinco horas depois o mesmo reapareceu com um sorriso no rosto dizendo: " Eu pensei que estava completamente errado". Aí então Pedro chama o pastor evangélico para salinha, ao qual se levantou confidente e entrou na sala. Depois de cinco dias o pastor reaparece dizendo: " Como pude ser tão estúpido". Finalmente Pedro chama o fundamentalista, que com a Bíblia debaixo do braço sai pisando firme. Semanas passaram e nada do pregador aparecer. Finalmente as portas da sala se abrem e aparece Jesus pessoalmente exclamando para si mesmo: " Como pude ser tão burro assim"!!! Os problemas centrais dessa piada são nossas diferentes formas de nos aproximar de nossas tradições religiosas. A primeira forma é representada pelo cristão místico, que está comprometido com suas tradições e relações momentâneas a respeito de Deus, que são quebradas diante do Altíssimo. Está aproximação não nega a existência de um relacionamento "homem-Deus" e não implica com suas tradições e experiências particulares a respeito do divino, ela simplesmente reconhece que nossas relações com Deus não podem serem reduzidas a um entendimento sobre a mesmas. A segunda forma (demonstrada pelo fraco sentido do pastor evangélico e pelo forte sentido do fundamentalista) relata um tipo de idolatria relacional, descrita pela capacidade humana de achar que uma idéia pode descrever a Deus completamente, e como Ele opera. O fraco sentido demonstrado pelo pastor evangélico era sem intenção e desapareceu no encontro com Cristo, em compensação o forte sentido demonstrado pelo pregador fundamentalista representa a natureza farisaica. aonde se recusa em deixar sua interpretação original a respeito de Deus, mesmo na frente do Todo poderoso. Essa teologia foi o maior problema que Jesus enfrentou com os judeus(Conforme descrito no Novo Testamento). Os fariseus estavam tão certos de suas versões a respeito do messias que quando o messias apareceu não puderam rejeitar suas idéias em ordem de preservá-las. Desde que entrei no bate papo emergente tenho aprendido que é necessário focar a atenção na busca de um entendimento diferente a respeito da teologia, se não a idolatria toma conta. Não é mais o pensamento humano que discursa a respeito de Deus. Mas sim, o pensamento humano passa ser usado por Deus para discursar à humanidade. Em outras palavras, podemos entender a teologia como o lugar aonde a revelação aparece pro Mundo, o lugar que o theos(Deus) impacta, e se sobressai por cima das compreensões humanas do logos(razão, palavra). Conseqüentemente não fazemos mais a teologia, mas superamos os obstáculos e somos transformados por ela. Não a controlamos mais, mas somos controlados pela teologia.
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| Última Atualização ( 04 de outubro de 2008 ) | ||||||||
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