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Eu Acredito em Igreja Emergente PDF Imprimir E-mail
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Por Gustavo K-fé Frederico   
15 de julho de 2008
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Eu Acredito em Igreja Emergente
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    Para os que acham que a desconstrução de Derrida só destrói, vejam como Caputo cita Derrida:

    "Derrida disse uma vez que 'a desconstrução [...] não é negativa, mesmo que tenha sido várias vezes interpretada como tal apesar de todo tipo de avisos. Para mim, ela sempre acompanha uma exigência afirmativa, eu até mesmo diria que ela nunca prossegue sem amor' A desconstrução não dá nem um só passo sem amor; ela sempre segue ‘nos passos’ do amor, seguindo o chamado do amor. O que ela ama? O impossível, o indesconstrutível, o que vem, o evento. Desconstrução é afirmação, a afirmação do impossível, da vinda do evento. " [7]

   Peter Rollins disse recentemente:

   "Muitas pessoas falam sobre desconstrução assim: 'Bem, temos que desconstruir e depois que tivermos desconstruído, poderemos reconstruir'. Eu quero parar nesta hora e dizer 'Não. Nós nunca paramos de desconstruir. Desconstrução não é como demolir um edifício para que possamos limpar a área para construir algo novo. Desconstrução é como o calor que mantém nossas idéias fluidas e derretidas e móveis e dinâmicas'" [8]

   Tony Jones escreve sobre o livro de Caputo: "Que este livro conclua de vez o debate: a filosofia pós-moderna não impede a verdadeira fé Cristã. Na verdade, feito de forma correta, o pós-modernismo leva não ao relativismo niilista mas a uma fé forte no Salvador, que teve ele mesmo uma forte inclinação desconstrutivista. Caputo é uma ovelha em pele de lobo".

   Os dois últimos capítulos do livro são brilhantes. No capítulo 5 Caputo especula respostas à pergunta "Em Seus Passos o Que Desconstruiria Jesus?". Ele imagina Jesus na situação de desigualdades sociais internas nos Estados Unidos no estado de Alabama. Imagina Jesus falando sobre poder e violência, abordando a guerra no Iraque. Imagina o que faria Jesus sobre a situação da mulher na igreja de hoje. Imagina como Jesus se posicionaria nos temas de homossexualismo e aborto. O último capítulo comenta a belíssima história do padre John McNamee. O livro de McNamee se chama "Diary of a City Priest" ("Diário de um Padre Urbano"). O duro cenário da cidade de Filadélfia nos Estados Unidos me lembra a dura realidade de muitas cidades brasileiras. Seu livro é um relato ao longo de um ano de sua vida como padre. Diz Caputo que "[o livro] prossegue com uma 'desconstrução da igreja' simplesmente contando a verdade nua e crua do cotidiano na sua paróquia." [9]

 


Última Atualização ( 12 de agosto de 2008 )
 
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