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Eu Acredito em Igreja Emergente PDF Imprimir E-mail
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Por Gustavo K-fé Frederico   
15 de julho de 2008
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Eu Acredito em Igreja Emergente
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   Outra explicação sobre a aparente (e apenas aparente) falta de crenças talvez possa ser a incapacidade de classificar debates emergentes em categorias existentes. Seria como uma pessoa que não consegue classificar o outro como Arminiano ou Calvinista, e portanto chega à conclusão de que o outro é herege. Um exemplo deste ponto relativo à exegese é a segunda naïveté (segundo egoísmo) explicada por Peter Rollins. Rolins advoca uma leitura do texto chamada segunda naïveté em que o objetivo não é chegar a uma série de afirmações científicas, geográficas, históricas e metafísicas sobre a verdade do texto. A segunda naïveté não despreza o pensamento crítico, mas considera a Palavra como um recipiente que transborda um sentido que dá vida e que nos envolve colocando-nos dentro da narrativa, habitando com as personagens, conversando com elas, preenchendo as lacunas da história com nossa experiência e idéia. Desta forma o leitor suspende temporariamente debates acadêmicos para responder à fonte transformadora do próprio texto. [5]

   Peter Rolins diz também que para ele "Deus não é uma idéia ou uma experiência. Quando Deus aparece, Deus muda a forma com que interagimos com tudo no mundo." 

   Idolatrarmos nossa própria crença traz o risco de nos tornarmos ríspidos com o outro. Me lembro de um comentário que li sobre "O grande inquisidor" na obra "Os Irmãos Karamazov" de Dostoiévski. Se passa na Sevilha do século XVI. Jesus aparece um belo dia entre as pessoas comuns fora da catedral em Sevilha, mais uma vez fazendo os cegos verem e os mortos ressuscitarem. O velho cardeal, que reconhece que esse personagem misterioso é na verdade Jesus, prende-o imediatamente. Visitando Jesus na sua cela da prisão naquela noite, o cardeal o pergunta por que ele voltou à Terra. O trabalho de Jesus já havia acabado e agora o poder já havia passado para o papa. Sua volta só poderia representar uma interferência. Por essa razão, o cardeal sentencia Jesus para ser queimado na fogueira na manhã seguinte, da mesma forma que ele havia queimado centenas de heréticos no dia anterior - com 'herético' significando qualquer um que interfere com o trabalho da igreja, incluindo Jesus.

 


Última Atualização ( 12 de agosto de 2008 )
 
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