| Eu Acredito em Igreja Emergente |
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| Por Gustavo K-fé Frederico | |||||||||||
| 15 de julho de 2008 | |||||||||||
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Um outra outra idéia errada comum é que os emergentes não crêem em nada. Tentei explicar a fonte deste erro comum no meu primeiro artigo citando Tony Jones [3]. Foi por isso que disse que a falta de crença era apenas aparente. Convido a todos a lerem o parágrafo no artigo original com mais cuidado. Talvez também ajude pensar um pouco de outra forma: os emergentes são grandes produtores de boa teologia. Entre excelentes teólogos e filósofos "emergentes" cito Tony Jones, Scot McKnight, Peter Rollins, John Caputo, Richard Kearney, Tom Sine, David Fitch, Michael Frost, Ryan Bolger, N.T. Wright, Miroslav Volf (alguns dos quais certamente transcendem a designação "emergente"). Sem falar em várias outras pessoas comuns que escrevem e blogam com excelentes conteúdos. (Isto sem citar outros pesos-pesados como René Padilla. E o que dizer até mesmo dos teólogos latino-americanos da Teologia da Libertação?) Com tanta produção com tanta qualidade, como poderíamos dizer que eles não afirmam nada? O que dizer sobre tudo o que Tony Jones e Scot McKight escrevem sobre soteriologia? O que dizer de Miroslav Volf que afirmou que às vezes pensa horas e horas antes de escrever uma frase? Quais os paralelos teológicos que podemos traçar entre sua visão sobre a violência na ex-Iugoslávia e o que experimentamos diariamente com a violência urbana no Brasil? Podemos comparar "o outro" em sociedades pluralistas como na América do Norte com "o outro" em sociedades de grandes diferenças sociais como a brasileira? É bem mais difícil estudar e tentar entender a teologia desses autores. Interpretar o contexto histórico desses autores, seus países de origem e aplicar ao contexto brasileiro não é pouco trabalho, mas é altamente recompensador. Me lembro de um depoimento na televisão de Porto Alegre no final dos anos 80 de um jovem sobre problemas mentais. Dizia ele que era muito mais fácil a família designar o ente como doente mental do que procurar entendê-lo. Era um escape fácil para a família não ter que lidar com problemas internos. É mais fácil e confortável lermos apenas autores com os quais concordamos. Eu me pergunto: como será a nossa fé edificada se virmos apenas repetições das coisas que já sabemos? Peter Rollins (se não me engano citando Derrida) diz que amor verdadeiro ama o que é impossível de amar. Em outras palavras, se só amamos o que conseguimos amar, que amor é este? Se só amamos quem nos ama, este amor é limitado. Isto não nos diferencia como cristãos. Até a máfia faz isso. [4] (Por um lado sinto ser um informático o autor desse texto. Gostaria que teólogos e estudantes de seminários brasileiros publicassem mais suas visões sobre a igreja brasileira e que interagissem mais no Orkut, em portais como o Renovatio Café e na blogsfera.) Meu conselho a todos genuinamente interessados no destino da igreja brasileira: leiam, pesquisem, escrevam, debatam, pratiquem, documentem. Não é preciso ter formação superior para fazer isto. (Não espere vir tudo mastigado para você. Não tente dar um jeitinho na teologia.)
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| Última Atualização ( 12 de agosto de 2008 ) | |||||||||||
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