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Eu Acredito em Igreja Emergente PDF Imprimir E-mail
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Por Gustavo K-fé Frederico   
15 de julho de 2008
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Eu Acredito em Igreja Emergente
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    Por (in)definição, não faz sentido dizer que esta ou aquela pessoa traz "fórmulas" emergentes. Sobre "fórmulas" não há nada mais avesso do que igrejas emergentes. O princípio da autenticidade sempre lembra que cada comunidade é única. Cada contexto é único. Cada cultura é única. Cada comunidade é convidada a aplicar princípios e práticas inatas. Mais de uma vez ouvi histórias em que pessoas quiseram criar comunidades. Ao pedirem dicas ou ao tentarem importar diretamente outras histórias de comunidades emergentes são aconselhadas a andarem por si mesmas. Em segundo lugar, por (in)definição, liderança na conversa emergente é repensada de forma inclusiva e não-hierárquica. Se não está claro para alguém, deixe-me dizer claramente: Brian McLaren não é o líder da igreja emergente. Igrejas emergentes lideram como corpo. Esta é uma das frustrações de pessoas com a igreja emergente: a falta de fórmulas. É muito fácil seguir regras ou receitas de bolo. É difícil discernir o que acontece ao nosso redor e tentar aplicar uma eclesiologia. O que "funcionou" para a comunidade X não "funcionou" para a comunidade Y. Em terceiro lugar, a conversa emergente no Brasil está começando da maneira certa: com a nossa cara. Não é e não deve ser enlatada. Não me surpreendo: o respeito ao outro permeia a conversa emergente. Por exemplo, considere o capítulo "Church Emerging" de Brian McLaren no livro "An Emergent Manifesto of Hope". McLaren primeiramente usa o termo "a igreja emergindo" deliberadamente em vez de "igreja emergente". Conclama as pessoas no Norte a debaterem menos epistemologia pós-moderna e praticarem mais o pós-colonialismo, promovendo justiça ao redor do mundo. Sobre o que Brian está falando? Sobre o Brasil. Sobre a América Latina. Sobre justiça. Sobre prática. Sobre estruturas de poder coercivas. Não é isto relevante para nós? Não é esta uma conversa que começa com a premissa de respeito entre pessoas de países diferentes? Isto para mim é o oposto de importar idéias. É um convite para sentarmos na mesa e conversarmos igualitariamente.

 


Última Atualização ( 12 de agosto de 2008 )
 
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