23 de novembro de 2008
 
 
Emergência Histórica PDF Imprimir E-mail
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Por Nelson Costa   
29 de março de 2008
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Emergência Histórica
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 O que fazer diante desses novos desafios e oportunidades? Ninguém tem uma resposta simples para essa pergunta. De acordo com Brian Mclaren alguns empreendimentos terão que acontecer para atingirmos este campo :


 (1). A resposta tem que vir de um sortimento de pessoas do mundo inteiro. Vozes da América do Sul, África, Europa, Ásia, América do Norte, tem que contribuir para um novo cristianismo, pós-moderno acompanhado de uma articulação no evangelho para melhor explicarmos a história de Deus. Igualmente pessoas corajosas e criativas, que amam a Deus de todo coração precisam se alistar para esse novo mover . (2). Além disso, cada comunidade local tem que achar jeito de entender e comunicar o evangelho em um mundo em constante metamorfose, para melhor ajudar  as pessoas de acordo com cada contexto, eles não poderão trazer soluções da Califórnia ou Inglaterra (por exemplo), sem contextualizar. (3). Artistas têm uma parte importante nessa conversa por que no mundo pós-moderno, somos mais conscientes de como a verdade tem que ser sentida profundamente assim como compreendida lógicamente. Nossa mensagem tem que ser bonita assim como razoável. Na verdade, a beleza do mistério vai ser mais atraente do que qualquer diagrama frio, mecânico, mesmo oferecendo claridade. (4). Nossa mensagem não tem que ser somente proclamada, mas também expressada, para ser acreditável. Nós vamos precisar construir comunidades que procurem viver pela nossa mensagem e pelas formas de tratamento aplicadas diante do meio ambiente, dos pobres, dos estrangeiros, estranhos (pessoas que não conseguimos entender), dos artista, dos idosos e das crianças. Podemos análisar  que a história contínua e que pós-modernidade nada mais é que uma das consequências do desenvolvimento humano, a Igreja precisa entender isso e usar de todos os artifícios desponíveis para que o nome de Jesus seja proclamado neste tempo e época, que será um comportamento ultrapassado daqui alguns anos.  

Qualquer que seja o futuro que a Igreja cristã nos reserve, certamente será interessante.Sempre foi. E restam ainda questões não resolvidas que os reformadores teológicos precisam responder.A principal delas, naturalmente, é a antiga discussão entre monergistas e sinergistas sobre o relacionamento de Deus com o mundo. Novos entendimentos da Palavra de Deus sobre essa questão são urgentes, pois os extremos da teologia de processo e do agostinismo-calvinismo são ressurgente polarizam o pensamento cristão mais que nunca. Embora eu “não seja profeta e nem filho de profeta”, acredito ( com temor e tremor) que essa questão evolucionista consumirá toda a atenção da teologia cristã no século XXI .Se esses problemas específicos da teologia forem resolvidos, ainda que em parte, em data futura, as idéias cruciais  certamente virão de uma cultura que não possua uma mentalidade dualista ou que não insista em enxergar as agências divina e humana em mútua concorrência .

“A resposta tem que vir de um sortimento de pessoas do mundo inteiro. Vozes da América do Sul, África, Europa, Ásia, América do Norte, tem que contribuir para um novo cristianismo, pós-moderno acompanhado de uma articulação no evangelho para melhor explicarmos a história de Deus.”
                                                                                                    
Este capítulo foi introduzido por comentários a respeito da diversidade secular e, do pluralismo da teologia contemporânea . Foram desconsiderados alguns fatos por não poderem ser relacionados com o desabrochar das Igrejas Emergentes. Muitos, inevitavelmente, considerarão a presente situação uma cacofonia de vozes e tamparão os ouvidos, aborrecidos, ou acolherão o barulho como uma libertação jubilosa da uniformidade imposta. Alguns verão o movimento “emergente” com certa esperança, outros não. Vozes diversas, ao se unirem em uníssono, podem fazer um coral com a cacofonia e um coro com a confusão. Somente o futuro revelará se este movimento redescobrirá um acorde comum que unirá várias vozes sem obliterá-las ou, se será somente um veículo para contribuir com o radicalismo pluralístico existente.

Um pensamento a considerar : O que Lutero descobriu, não foi o Luteranismo mas o Evangelho. O que Wesley descobriu, não foi Metodismo, mas o Evangelho. O que Calvino proclamou em Geneva não foi o calvinismo mas o Evangelho.

Um versículo para análizar : Quero dizer com isto que cada um de vóz diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo.
Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo ?(1 Coríntios :1,12;13).

Uma pergunta para meditar : A Igreja em Jerusalém possuía características próprias. Como essa comunidade considerou o trabalho de Paulo diante da pluralidade cultural encontrada na cidade de  Antioquia ?

 

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