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Por Volney Faustini   
24 de junho de 2008
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Cristianismo Código Aberto
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Babel Teológica
Já nos primeiros séculos, a falta de alinhamento em questões doutrinárias acabam trazendo divisões e cisões entre os irmãos. Mas há nesse retrocesso, um outro lado da moeda que é a própria multiplicação de convertidos e o crescimento da cristandade. Mesmo quando se olha com cuidado as diferentes ordens religiosas - promulgadas desde o início dos relatos históricos da igreja, vemos dezenas de iniciativas. Homens e mulheres se esforçando em suas vocações de maneira autônoma e independente.

Se - conforme o relato em Gênesis, na Babel das diferentes línguas, o povo se dispersa e abandona a construção da torre, aqui na seqüência de Atos 28, a confusão causada pelas diferentes formas de se abraçar a fé, espalha os cristãos e faz o Evangelho crescer.

O bom é inimigo do ótimo

Há no entanto um grande revez em Constantino para o Cristianismo. O que parecia uma excelente iniciativa (um golpe de gênio): institucionalizar a fé - é na verdade uma grande subversão. O código tem que ser livre e permanecer solto. A inconsistência de tal medida servirá como breque ao crescimento genuíno do Evangelho e será um duro golpe à sua vitalidade. Cessa o vigor do código aberto.


Partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, do Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próxima a Cirene, e visitantes vindo de Roma tanto judeus como convertidos ao judaismo, cretenses e árabes.

Eis a ocasião mais que oportuna para inverter o efeito Babel, com a descida do Espirito Santo. A única 'religião' - a verdadeira e exclusiva emancipadora da Graça, anula o símbolo da busca aos Céus em torres construídas por homens, escadas que intentam alcançar Deus - no meio de uma confusão de línguas, comunicação e atitudes. Eis que agora o processo real e do Deus manifesto é Babel ao contrário: Deus descendo, dando línguas para entendimento e constituíndo naquele início da era do Espírito Santo, um efeito viral. Um contágio que deixava perplexos e maravilhados seus ouvintes. O impacto era fulminante em cada um daqueles a quem a Mensagem era apresentada. O Código Aberto ganhava força e determinação.

Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua.

Babel fôra divergente. Pentecostes é convergente.

Mesmo quando se chega ao final deste capítulo 2 de Atos, a narrativa é uma prova cabal do poder transformador do verdadeiro e genuíno Cristianismo: aberto, livre, acessível, convidativo, includente, gratuito, alegre, simpático, festivo, e (por último e não menos importante) amoroso. Homens e mulheres adentravam na era da graça e do amor. A comunidade e os 'Códigos Abertos' eram assim descritos:
. Tinham coisas em comum
. Distribuiam valores de acordo com a necessidade
. Todos os dias se reuniam
. O pão era partido nas casas
. Havia participação de refeições com alegria
. Louvavam a Deus
. Conquistavam a simpatia do povo
O processo de abertura do código inicia-se no discípulo, ao atender o chamado de Jesus:

"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."


Última Atualização ( 24 de junho de 2008 )
 
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