| A fé da Juventude |
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| Por Sandro Baggio | ||||||||||
| 02 de julho de 2008 | ||||||||||
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A fé da juventude
O jovem brasileiro dá mais valor à fé do que às igrejas. Ele escolhe professar uma determinada religião por iniciativa própria, não por orientação familiar ou costume. E tem uma relação de intimidade com Deus, sem o temor e a distância tão presentes nas gerações anteriores. Essas são as principais tendências observadas por respeitados especialistas do País, comprovadas por estudos recentes - ainda inéditos e aos quais ISTOÉ teve acesso. Esses estudos revelam que o perfil religioso da população está sofrendo alterações significativas e definitivas. Mais: isso ocorre acima de tudo por conta da atitude religiosa manifestada pela juventude do que pela filiação dela a qualquer religião. Colaboraram: Hugo Marques e Renata Cabral
Um dos dados mais reveladores é o da pesquisa do teólogo Jorge Claudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC)), de São Paulo. Ele ouviu 520 universitários de 17 a 25 anos e, com os resultados, acaba de concluir o livro Religiosidade jovem, ainda na esteira do lançamento. No estudo, a categoria "jovens sem religião" soma 32% dos entrevistados - um percentual infinitamente superior aos números do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicam 7,3% da população. Desse total, 12,2% se dizem agnósticos ou ateus e 19,8%, crentes sem religião.
É esta última categoria, dos crentes sem religião, que está revolucionando a maneira como o brasileiro se relaciona com suas crenças. "O espírito buscador do jovem não procura uma instituição religiosa que o enquadre, mas uma doutrina onde ele se encontre", diz a antropóloga Regina Novaes, pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para a juventude, explica, a fé está em alta; a religião, não. Uma das maiores autoridades no assunto, Regina assina - junto com o sociólogo Alexandre Brasil, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - um dos artigos no estudo Juventudes: outros olhares sobre a diversidade, uma extensa e criteriosa publicação elaborada em parceria com a Unesco e o Ministério da Educação (MEC). Confeccionado a partir de uma pesquisa da Unesco que ouviu dez mil pessoas de 15 a 29 anos em 26 Estados brasileiros, ele coloca uma luz sobre o comportamento de católicos, evangélicos, espíritas, adeptos da umbanda e do candomblé e dos não religiosos.
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| Última Atualização ( 04 de julho de 2008 ) | ||||||||||
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Colaboraram: Hugo Marques e Renata Cabral




















