| Igreja Emergente no Contexto Brasileiro |
|
|
|
| Por K-fé | |||||||||
| 13 de março de 2008 | |||||||||
Página 1 de 7 Neste artigo desejo pensar sobre a conversa emergente no Brasil. Penso que as práticas e ênfases da igreja emergente têm muita aplicabilidade no contexto atual brasileiro. E creio que o contexto cristão brasileiro necessita de uma profunda reforma, sendo que a conversa emergente pode vir a ser o veículo dessa reforma. Vejamos algumas características atuais do cristianismo brasileiro. O Brasil tem cerca de 160 milhões de cristãos. 138 milhões de católicos nominais e 30 milhões de evangélicos. Os evangélicos vêm crescendo rapidamente. Cresceram de 2,6% para 15,4% da população de 1940 ao ano 2000, isto é, quase 6 vezes. Dentre os evangélicos, o maior grupo é de pentecostais e neopentecostais. Num contexto mundial, o hemisfério sul é onde o cristianismo mais cresce.
Principalmente a América Latina e África. Na América Latina o Brasil é uma das maiores forças econômicas, senão a maior. Na edição comemorativa de 10 anos da revista Next-Wave (umas das mais influentes na conversa emergente) em Janeiro de 2008, Mark Van Steenwyk (americano) faz três exortações. Ele escreve “Envolvam o Pentecostalismo. O mundo em desenvolvimento é o futuro do cristianismo. Na maior parte, a expressão dominante do cristianismo no mundo em desenvolvimento é o Pentecostalismo.” [1]. Ao mesmo tempo em que o Brasil conta com um grande número de evangélicos, experimenta grandes desafios sociais: grandes desigualdades sociais (má distribuição de renda), desemprego, acesso à justiça, violência, prostituição infantil, educação e saúde precárias e corrupção, entre outros. “Em um ranking mundial que inclui 126 nações, o Brasil ainda aparece com a 10ª pior distribuição de renda, atrás de países como Haiti - o país mais pobre da América Latina - e a Índia.“ [2] Sob o risco de simplificação, diria que uma grande parte da igreja cristã brasileira tem problemas nas suas eclesiologia e ortoprática e não tem mostrado de uma forma efetiva e prática comunidades alternativas que, entre outras coisas, viveriam de maneiras que mitigariam esses problemas. Por que alguém se interessaria por diferentes formas de igreja? Creio que várias pessoas têm boas intenções ao se importarem com a "pregação do evangelho"[3] ou a "disseminação do evangelho". Podem existir problemas, porém, quando começamos a averiguar melhor intenções e métodos. É um problema especialmente para pastores. Várias vezes o desejo de "disseminação do evangelho" se traduz em "atrair mais pessoas para a minha igreja" ou “mais pessoas em estádios”. "Evangelho" e "conversões", portanto, não têm relação direta com "boas notícias", mas sim com mais sucesso ou ibope. Dessa forma, medidas de eficácia ou sucesso de uma igreja geralmente são o número de pessoas que vão aos cultos. Os neopentecostais talvez incluam renda per capita (e não o desvio padrão da renda, claro). Os capítulos iniciais do livro "The Great Giveaway: Reclaiming the Mission of the Church from Big Business, Parachurch Organizations, Psychotherapy, Consumer Capitalism, and Other Modern Maladies" de David Fitch me ajudaram a pensar em outras formas de ver saúde ou êxito de uma igreja local. Em vez de enfatizar igrejas grandes, Fitch advoca por pensarmos em "igrejas mais fiéis". Em vez de as igrejas serem fábricas de produção de "conversões" em série elas deveriam ser comunidades locais que demonstram de formas práticas vidas de discípulos transformadas. Por exemplo, em vez de perguntar quantas conversões houve ou quantas pessoas vão a certa igreja, ele lista perguntas do tipo quantos batismos houve, quantos mendigos e indigentes tiveram suas vidas restauradas e permanecem na igreja local, quando foi a última vez que uma pessoa se abriu com outra, etc. Além disso, em vez de uma igreja crescer numericamente no mesmo lugar, é concebível o trabalho da igreja crescer por implantações de novas igrejas. Em suma, leio Fitch focalizando a qualidade e não a quantidade. Parece-me fazer sentido, até mesmo considerando que após a morte de Jesus havia somente onze discípulos. Ao ver a conversa emergente no contexto brasileiro se desenvolver não gostaria de ver pessoas concentrando em métodos de crescimento de igreja. Mas gostaria de ver uma ênfase no interesse genuíno das pessoas umas pelas outras. Isto é, o interesse em "ter igrejas maiores" deve ceder ao interesse genuíno pelas pessoas na sua integralidade, incluindo suas realidades e relacionamentos. Incluindo não somente o destino da sua alma após a morte, mas o aqui e agora. O interesse genuíno pelas pessoas teria conseqüências em várias áreas. Um episódio relatado por Spencer Burke ilustra os paradigmas diferentes: “Em uma ocasião, nossa comunidade estava sendo expulsa de um parque por causa da nossa interação com os mendigos. ‘Vocês não podem dar comida aos mendigos aqui; precisam de uma permissão’, falou o policial. Eu respondi, ‘Nós não estamos alimentando os mendigos. Nós estamos fazendo um piquenique. Nós estamos comendo com eles.’”[4].
|
|||||||||
| Última Atualização ( 13 de março de 2008 ) | |||||||||
| < Anterior | Próximo > |
|---|










































estou tentando trabalhar com jovens e...
drielly, a IBAB - batista da água bra...
tenho conhecimento biblico,e para os ...
Que bom q encontrei esse site com ess...
Olá ,bom dia!Me perdoem ,mas discordo...