Perguntava-se
há anos um dos maiores exegetas da atualidade e respondia : “Jesus foi um
emergente . Disso não se deve tirar nem um fio de cabelo, embora as Igrejas e
os piedosos protestem e achem que seja blasfémia. Jesus foi emergente porque em
nome de Deus e na força do Espírito Santo interpretou e mediu Moisés, a
Escritura e a Dogmática a partir do amor e com isso permitiu aos piedosos de
permanecerem humanos e até razoáveis”. O quanto isso é verdade, basta recordar
o seguinte episódio que releva à maravilha a liberalidade e o horizonte aberto
de Jesus: “Disse-lhe João : Mestre, vimos um que em teu nome expulsa os
demônios e que não está conosco; e nós lho proibimos porque não está conosco. Disse-lhe
Jesus : Não lho proibais, pois ninguém que faça um milagre em meu nome falará
depois mal de mim. Quem não está contra nós está conosco”(Mc 9,38-40; Lc
9,49-50). Cristo não é sectário como muitos de seus discípulos ao longo da
história. Jesus veio para ser e viver o Cristo e não para pregar o Cristo, ou
anunciar-se a si mesmo.
Por
isso ele sente realizada sua missão lá onde vê homens que o seguem e fazem,
embora sem referência explícita ao seu nome, aquilo que ele quis e proclamou. O
que quis está claro : a felicidade do homem que só pode ser encontrada se ele
se abrir ao outro e ao Grande Outro (Deus) ( Lc 10,25-37; Mc 12,28-31; Mt 22,
34-40).
Christine Sine do Mustard Seed Associates começou uma série bastante rica a respeito do Advento "O que estou esperando nesse advento", como uma meditação inicial, ela criou uma apresentação sintetizando bem o espírito desse Advento, que é aguardar a vinda de Jesus à medida que aguardamos também o Natal.
Por Peter Rollins (o original se encontra aqui)
Tradução: Gustavo K-fé
Quando nós somos confrontados com uma comunidade religiosa ou política alternativa nossa tendência é discutir o que nós pensamos ser váido sobre sua visão de mundo e quais pensamos nós ser suas debilidades. Contudo tal conversa facilmente encobre o verdadeiro papel vital de visões políticas e religiosas alternativas. Verdadeiros movimentos ótimos - aqueles que continuam mudando, desenvolvem e perseveram (mesmo que apenas como uma idéia) - não podem ser tão facilmente julgados e dissecados. Eles simplesmente permanecem pela simples razão de que - nos seus cernes - eles oferecem uma forma de ver o mundo que oferece [sic] profunda introspecção. Algo que não é notado na maioria das vezes em discussões acerca do que nós gostamos e não gostamos em um movimento particular sendo discutido.
Ao invés disso, Žižek e outros oferecem um modo diferente de apreciar movimentos alternativos, até mesmo aqueles que só corretamente julgados como sendo perigosos. Žižek nos pede para resistir julgá-los por um momento e permitir que eles nos julguem. Em outras palavras, ele nos convida a ver nosso mundo através dos olhos deles.
Esta é a entrevista em Espanhol que fiz com Anyul Rivas e Natanael Disla sobre o "Movimento emergente na América Latina e Caribe". Tanto Anyul quanto Natanael acompanham as discussões na América do Norte ao mesmo tempo em que conhecem as teologias latinoamericanas e a realidade de suas igrejas na prática. Como queremos nós na América Latina e no Caribe, moldar a igreja emergindo?
Gustavo Frederico: Natanael, ¿Qué seria el movimiento emergente en América Latina?
Natanael Disla: No podemos decir que exista un «movimiento emergente» en América Latina, al menos como se lo entiende en Estados Unidos actualmente. Cambios han estado proponiéndose por décadas en América Latina y el Caribe, pero estos no han calado a fondo en las iglesias y comunidades de fe.
"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento " (Provérbios 3:5)
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo?” (Eclesiastes 7.16,17)
E nessa caminha dura eu já me vi em extremos impraticáveis, insuportáveis por muito tempo, senti o peso da responsabilidade de carregar uma fé que não era minha, de amar um deus que não era meu , de andar num caminho que eu não escolhia, más era o que eu tinha pra me agarrar quando percebi que a minha vida estava à deriva, então eu fui hipócrita, mentiroso , demagogo e fariseu. Cansado desse fardo pesado eu me recolhi e vi a minha vida passar por mim como um jumento passa pelas ruas esburacadas da baixada fluminense, tudo torto.